DAVID & GUSTAV

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David & Gustav
Vídeo, 15’, 2005

David Medalla e Gustav Metzger são dois artistas imigrantes, residentes em Londres. O primeiro, nascido nas Filipinas, estabeleceu um padrão de vida nômade e admite sentir-se em casa em qualquer lugar do mundo. O segundo, de família judaica polonesa, é seu contraponto. Sobrevivente no nazismo, Metzger fala da relação traumática com sua situação de exilado político.


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THROW

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Throw
Instalação, 2004

Uma pequena história das rebeliões de rua e um ataque simbólico à omnipresença das câmeras de vigilância na sociedade contemporânea. Com esse duplo sentido, o trabalho documenta as ações de cidadãos de Helsinque, na Finlândia, convidados a atirar objetos contra uma câmera protegida atrás de um vidro. O trabalho alterna as imagens em câmera lenta dos ataques e imagens de arquivo de manifestações políticas nas ruas de Helsinque.


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VORACIDADE MÁXIMA

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Voracidade máxima
Instalação interativa, 2003)

A relação entre identidade, imigração, economia e prostituição é o cerne das questões levantadas pelo trabalho. A instalação reproduz um quarto de motel de um bairro de prostituição de Barcelona, na Espanha. Nesse local, Dias & Riedweg realizaram encontros com onze garotos de programa, encenando a relação de identificação que ocorre entre os profissionais do sexo e seus clientes. Entre os temas das entrevistas, as origens, a família, a descoberta da sexualidade, experiências sexuais, a decisão de emigrar. A relação especular entre prostituto e cliente foi representada por máscaras que dão ao entrevistado a identidade do artista-entrevistador.


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DEVOTIONALIA

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Devotionalia
Projeto de arte pública e instalação, 1994-2003

O primeiro projeto da dupla Dias & Riedweg foi realizado em colaboração com entidades de assistência social e começou como um ateliê móvel para adolescentes e crianças de rua, percorrendo dezoito localidades do Rio de Janeiro. Em quase dez anos de processo, o projeto assumiu diversas formas, sem nunca se cristalizar numa montagem final. Num primeiro momento, nos ateliês de confecção de ex-votos (modelagens em cera branca de pés e mãos dos participantes), procurou a reconciliação do menor de rua com a própria subjetividade. Em etapas posteriores, funcionou como canal comunicante dessas comunidades com outras esferas sociais, sempre com o intuito de estabelecer conexões entre terrenos distantes da realidade brasileira.


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MERA VISTA POINT

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Mera Vista Point
Projeto de arte pública e videoinstalação, 1999-2002

Largo da Concórdia, São Paulo. Em uma das maiores concentrações de camelôs das cidades brasileiras, 33 vendedores ambulantes participaram da realização de vídeos de um minuto, vendendo seu peixe para as câmeras de Dias & Riedweg. Os vídeos ficaram expostos nas barracas dos ambulantes durante o Arte/Cidade Zona Leste de 2002 e foram oferecidos como “brindes” em compras acima de R$ 30, impulsionando as vendas das barracas. O ponto central do projeto era um videobar em uma torre de seis metros, montada no centro do largo. O trabalho rearticula os sistemas de produção, exibição e distribuição da arte.


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TUTTI VENEZIANI

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Tutti Veneziani
Projeto de arte pública e instalação, 1999

Realizado para a 48ª Bienal de Veneza, o trabalho explora a qualidade teatral da cidade de Veneza e de seus habitantes. Trinta e seis venezianos de diferentes bairros, profissões, idades e classes sociais foram filmados durante o ato de vestir-se, como se fossem atores preparando-se para a entrada em cena. Durante a encenação para as câmeras desse ritual diário, cada um foi convidado a imaginar o momento de sua morte e a descrevê-lo no tempo passado. Ao confrontar a banalidade de um gesto cotidiano com a ficcionalização da morte, o trabalho aproxima subjetividade e vida pública, interioridade e exterioridade.


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OS RAIMUNDOS, OS SEVERINOS E OS FRANCISCOS

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Os Raimundos, os Severinos e os Franciscos
Projeto de arte pública e instalação multimídia, 1998

O trabalho aborda questões relacionadas a habitação, espaço urbano e imigração. Foram convidados a participar do projeto, imigrantes nordestinos que trabalhavam como porteiros e zeladores de edifícios residenciais de São Paulo, com a proposta de apresentar seu local de trabalho e sua residência no edifício. Concebido para a 24ª Bienal de São Paulo, que tinha como tema a antropofagia, o trabalho aborda o canibalismo ético que rege as relações entre classes sociais na capital paulista. A representação dos exíguos quartinhos de garagem habitados por porteiros funcionou como metáfora da invisibilidade social desse grupo.


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