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Antologia Videobrasil de Performances
Lançamento DVD
Dia 11/9
Domingo
Às 10h
Play Gallery 3
Mostra
Dias 11, 18 e 25/9
Às 10h
Play Gallery 3
A mostra e o DVD homônimo, lançamento da Associação Cultural Videobrasil, reúnem 18 performances comissionadas ou exibidas pelo Festival entre 1992 e 2003. O percurso que compõem começa com a transposição da Copacabana de Fausto Fawcett para o SESC Pompéia e segue até o ato em que Luiz Duva, manipulando imagens ao vivo, relê “Marca Registrada”, da pioneira da videoarte Letícia Parente. Waly Salomão e Carlos Nader constroem o happening orgiástico “Bestiário Masculino-Feminino”; o argentino Marcello Mercado lança uma declaração política sobre corpo e vigilância em “Politik”; e a dupla francesa Denis e Jérôme Lefdup encena um comentário grandioso sobre a cultura da internet em “Home of the Page”. O Chelpa Ferro de Luiz Zerbini, Barrão, Sergio Mekler e Chico Neves faz sua primeira apresentação; Angela Detanico e Rafael Lain pesquisam a reverberação da obra gráfica no ambiente; e Eder Santos usa câmeras de TV para criar cenários e cenas em três obras dos anos 90. Variadas na natureza, as performances têm em comum a relação com o vídeo – fundamento que registra e comenta. Clique nas imagens para ler sobre as performances. |
Antologia Videobrasil de Performances
DVD Release
9/11
Sunday
10 A.M.
Play Gallery 3
Screening
September 11, 18, and 25
10 A.M.
Play Gallery 3
The exhibition and DVD of the same name, an Associação Cultural Videobrasil release, unites eighteen performances either commissioned or exhibited by the Festival between 1992 and 2003. The course they plot begins with Fausto Fawcett’s transposition of Copacabana onto a small stage at SESC Pompéia and continues through to Luiz Duva’s live manipulation of images in a re-reading of “Marca Registrada” by the video art pioneer Letícia Parente. Waly Salomão and Carlos Nader construct the orgiastic happening “Bestiário Masculino-Feminino”; the Argentine Marcello Mercado makes a political statement on the body and vigilance in “Politik”; and the French duo Denis and Jérôme Lefdup stage a grandiose commentary on Internet culture in “Home of the Page.” Chelpa Ferro, by members Luiz Zerbini, Barrão, Sergio Mekler, and Chico Neves, makes its first presentation, while Angela Detanico and Rafael Lain investigate the reverberations of the graphic work within its environment, and artist Eder Santos uses TV cameras to create scenarios and scenes in three works from the 1990s. Varied in their intent and nature, what these performances have in common is their relationship with video–that fundament that records and comments. Click on the images to read more about the performances. |
Santa Clara Poltergeist
3’20’’ _ Fausto Fawcett _ 9° Videobrasil _ 1992
Em uma atmosfera circense e ao som de sua banda, o compositor carioca apresenta sete quadros
protagonizados por personagens míticas da noite de Copacabana, como a santa que cura
com sangue (Regininha Poltergeist) e a loira que cura com sexo (Marinara). A performance tinha
cenografia de Barrão e Luiz Zerbini e a participação dos músicos
Carlos Cesar Laufer, Marcelo de Alexandre e Dado Villa-Lobos. |
Santa Clara Poltergeist
3’20’’ _ Fausto Fawcett _ 9° Videobrasil _ 1992
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Bardo
3’38’’ _ Marcondes Dourado _ 11º Videobrasil _ 1996
A performance integra vídeo, dança e teatro para promover no espectador sensações como as descritas pelo poeta Antonin Artaud em reclusões em clínicas psiquiátricas, quando buscava “retomar um corpo aniquilado, reconstruir um eu decomposto”, segundo Marcondes. Uma performer (Sandra Del Carmen) dança entre bacias cheias de água e cabelos, em frente a imagens projetadas em telas. A sensação é de desconforto e perda. |
Bardo
3’38’’ _ Marcondes Dourado _ 11º Videobrasil _ 1996
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Passagem de Mariana
7’31’’ _ Eder Santos, Paulo Santos e Evandro Rogers Barbosa _ 11º Videobrasil _ 1996
Música eletrônica, recursos audiovisuais e inspiração indígena se combinam nessa alusão aos sete pecados capitais. Sete músicos se escondem em tendas que, juntas, compõem uma estranha aldeia hi-tech. Captadas por câmeras, suas imagens são projetadas sobre as próprias tendas, sobrepostas umas às outras e a objetos relacionados à gula, ira, soberba, luxúria, avareza, preguiça e inveja. |
Passagem de Mariana
7’31’’ _ Eder Santos, Paulo Santos e Evandro Rogers Barbosa _ 11º Videobrasil _ 1996
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Video Opera for Paik
6’36’’ _ Steina Vasulka e Stephen Vitiello _ 11º Videobrasil _ 1996
A performance recria a estrutura de um trabalho em que o coreano Nam June Paik, pai da videoarte, fundia música e imagens ao vivo. A violinista Steina Vasulka comanda as funções de um disc player com as cordas de seu instrumento. Tanto Steina quanto Vitiello viveram intimamente o trabalho de Paik: ela é uma das fundadoras do teatro eletrônico nova-iorquino The Kitchen; ele foi assistente
do artista. |
Video Opera for Paik
6’36’’ _ Steina Vasulka e Stephen Vitiello _ 11º Videobrasil _ 1996
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O Gabinete de Chico
5’55’’ _ Chelpa Ferro _ 12° Videobrasil _ 1998
Formado então pelos artistas plásticos Luiz Zerbini e Barrão, pelo editor Sergio Mekler e pelo músico Chico Neves, o grupo carioca combinava imagens eletrônicas editadas ao vivo e performance musical envolvendo instrumentos convencionais e objetos ruidosos, como espremedor de laranja, amolador de faca e campainhas.
A performance tinha a participação dos músicos Dado Villa-Lobos, Carlos Cesar Laufer e Kassin. |
O Gabinete de Chico
5’55’’ _ Chelpa Ferro _ 12° Videobrasil _ 1998
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Bestiário Masculino-Feminino
3’04’’ _ Carlos Nader e Waly Salomão _ 12º Videobrasil _ 1998
Happening orgiástico, trazia o espectador para a “morada eletrônica” vislumbrada por Waly Salomão (1944-2003): um espaço de referências culturais estilhaçadas e reminiscências de festas populares e da TV. Os espectadores vestiam máscaras, mulatas exibiam adereços carnavalescos e Salomão recitava poemas ao som de uma trilha original produzida e executada ao vivo pelo iugoslavo Suba, com os músicos Siba, Davi Moraes, João Parahyba e BiD. |
Bestiário Masculino-Feminino
3’04’’ _ Carlos Nader e Waly Salomão _ 12º Videobrasil _ 1998
_ english
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Pincélulas
6’01’’ _ Eder Santos, Paulo Santos, Sandra Penna e Evandro Rogers Barbosa _ 12º Videobrasil _ 1998
O título une as palavras célula, pincel e pincelada. Sobre uma tela, projetam-se imagens pré-gravadas ou geradas ao vivo, que interagem com a música de Paulo Santos e os poemas de Sandra Penna. A performance fala de cinco momentos do desenvolvimento físico e emocional humano: Célula, Infância, Adolescência, Idade Adulta e Velhice. |
Pincélulas
6’01’’ _ Eder Santos, Paulo Santos, Sandra Penna e Evandro Rogers Barbosa _ 12º Videobrasil _ 1998
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Home of the Page
6’22’’ _ Denis Lefdup e Jérôme Lefdup _ 12º Videobrasil _ 1998
Um caso de amor cibernético entre um homem e uma mulher que se procuram por e-mail, lutando contra arquivos não encontrados e endereços desconhecidos, serve de argumento à performance espetaculosa da dupla francesa. Músicos, bailarinos, webmasters, DJs e outros personagens interagem com telas de TV e computadores conectados à internet. |
Home of the Page
6’22’’ _ Denis Lefdup e Jérôme Lefdup _ 12º Videobrasil _ 1998
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A Night with Mike
4’58’’ _ Michael Smith _ 12º Videobrasil _ 1998
Personagem das instalações, vídeos e performances do artista americano, Mike é o homem comum que “acredita em tudo e não entende nada”. Com seu humor sutil, faz uma crítica mordaz à cultura do consumo. Aqui, Mike se tortura com idéias de exclusão enquanto se prepara para uma festa. “Fica claro que sua identidade depende da avaliação que os demais convidados farão dele”, diz Smith. |
A Night with Mike
4’58’’ _ Michael Smith _ 12º Videobrasil _ 1998
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Coverman
6’19’’ _ Alexandre da Cunha _ 13° Videobrasil _ 2001
Manuais de primeiros-socorros inspiram o trabalho do artista carioca Alexandre da Cunha. A performance trata da fragilidade do corpo. Um colaborador é convidado a repetir uma seqüência de movimentos que remetem a procedimentos de tratamento e intervenção, como massagens, enfaixamento e autópsia. O artista é considerado um seguidor da arte relacional proposta por Lygia Clark. |
Coverman
6’19’’ _ Alexandre da Cunha _ 13° Videobrasil _ 2001
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Concerto para Pirâmide, Orquestra e Sacrifício
6’52’’ _ Eder Santos e Paulo Santos _ 13º Videobrasil _ 2001
Uma passagem do videoartista mineiro Eder Santos pelo México inspira a performance, que se utiliza de referências à arquitetura, à música e à maneira peculiar como a morte está presente no cotidiano do país. Os performers Peter Lavrati, Ana Paula Cançado e Ivelife Trícta e os músicos Decio Ramos e Paulo Carvalho se movimentam em torno de telões que estão dispostos em uma estrutura piramidal e exibem imagens ao vivo. |
Concerto para Pirâmide, Orquestra e Sacrifício
6’52’’ _ Eder Santos e Paulo Santos _ 13º Videobrasil _ 2001
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Politik
5’04’’ _ Marcello Mercado _ 13º Videobrasil _ 2001
O artista argentino protagoniza uma performance fortemente politizada, que coloca o corpo no centro de uma discussão sobre manipulação, vigilância e violência. Ao fundo, monitores exibiam imagens chocantes de pessoas torturadas pela ditadura argentina, além de cenas de necropsia e retratos de desaparecidos. |
Politik
5’04’’ _ Marcello Mercado _ 13º Videobrasil _ 2001
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Dobra 24.9.2003
3’56’’ _ Angela Detanico e Rafael Lain _ 14° Videobrasil _ 2003
Angela Detanico e Rafael Lain trabalham em colaboração desde 1996, desenvolvendo projetos artísticos e de design gráfico. Aqui, além deles, artistas convidados (Carlos Farinha, National, Carlos Issa, Ronaldo Miranda) trazem elementos criados a partir de interfaces que geram composições híbridas de imagens e som ao vivo. Esses elementos são organizados em uma composição coletiva, em tempo real. |
Dobra 24.9.2003
3’56’’ _ Angela Detanico e Rafael Lain _ 14° Videobrasil _ 2003
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Desconstruindo Letícia Parente: “Marca Registrada”
2’15’’ _ Luiz Duva _ 14º Videobrasil _ 2003
Manipulando ao vivo imagens pré-alteradas sobre exercícios musicais de improviso eletrônico do grupo LCD,
a performance relê a obra “Marca Registrada”, de Letícia Parente, pioneira da videoarte no Brasil. O foco de interesse é criar um contraponto entre a histórica performance de Letícia e a descontrução da narrativa do vídeo que resulta da sua manipulação. |
Desconstruindo Letícia Parente: “Marca Registrada”
2’15’’ _ Luiz Duva _ 14º Videobrasil _ 2003
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Deus Nos Guiando no Escuro
3’49’’ _ Domenico + 8 _ 14º Videobrasil _ 2003
Oito artistas fazem ao vivo o que chamam de “música do coletivo”, reagindo com mudanças de tom, de ritmo e de caminho às oscilações da luz e às projeções de vídeo, que surgem em uma janela circular de luz no alto ou no bumbo da bateria. Participam Domenico Lancellotti, Bartolo, Diego Medina, Alexandre Kassin, Leo Monteiro, Moreno Veloso, Pedro Sá, Quito Ribeiro e Zoy Anastassakis. |
Deus Nos Guiando no Escuro
3’49’’ _ Domenico + 8 _ 14º Videobrasil _ 2003
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Quem é Ernesto Varela?
6’36’’ _ Marcelo Tas _ 14º Videobrasil _ 2003
A performance conta a trajetória do repórter-criatura do artista Marcelo Tas, que tinha como marca constranger políticos com perguntas que nenhum telejornal faria na TV aberta dos anos 80. Imagens e falas explicam a situação política do país na época em que Varela surgiu (1983-1984) e mostram trechos de entrevistas antológicas. |
Quem é Ernesto Varela?
6’36’’ _ Marcelo Tas _ 14º Videobrasil _ 2003
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Onde Estão os Heróis?
5’50’’ _ Tadeu Jungle _ 14º Videobrasil _ 2003
Homenagem a Waly Salomão, a performance é uma excursão guiada por referências à obra do poeta baiano. Personagens midiáticos (câmera-palhaço, líder da excursão) levam visitantes para passear pelo SESC Pompéia ao som de poemas e canções de Salomão. Os excursionistas vivem experiências diversas, como pintar um retrato a partir de uma foto projetada do homenageado. Artista multimídia, Tadeu Jungle integrou a primeira geração do vídeo brasileiro. |
Onde Estão os Heróis?
5’50’’ _ Tadeu Jungle _ 14º Videobrasil _ 2003
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Luz Morena
3’14’’ _ Duncan Lindsay e Quito Ribeiro _ 14º Videobrasil _ 2003
Vídeos que tratam do tema e do tom da pele morena são exibidos ao som de canções que falam do mesmo, apresentadas ao vivo pelos músicos
Arto Lindsay, Naná Vasconcelos, Pedro Sá e Hugo Carranca. Nos vídeos, jovens garotas paulistas descendentes de nordestinos morando em São Paulo expõem um amplo espectro da cor morena, revelando o Brasil gerado por seus infinitos deslocamentos humanos. |
Luz Morena
3’14’’ _ Duncan Lindsay e Quito Ribeiro _ 14º Videobrasil _ 2003
_ english |
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